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IMPOSTO PAGO NO EXTERIOR

A possibilidade de compensação de crédito de imposto pago no exterior é restringida pelo Carf, segundo o qual esses tributos não podem ser utilizados para quitar estimativas mensais de IRPJ ou CSLL.

 

As decisões do Carf reforçam que esses créditos não funcionam como antecipações livres, pois sua finalidade é exclusivamente mitigar a bitributação econômica quando há lucro simultaneamente tributável no Brasil e no exterior.

 

A controvérsia surge quando, diante de resultados negativos no ano-calendário, empresas tentam usar o saldo de imposto pago no exterior para abater estimativas do período seguinte. O posicionamento acolhido pelos conselheiros afasta essa possibilidade ao afirmar que o crédito só se constitui quando há lucro real positivo, não se estendendo ao regime de estimativas mensais.

 

As decisões destacadas confirmam que a compensação pode ocorrer nos anos-calendário subsequentes, desde que haja resultado positivo, mas não alcança as antecipações mensais. O entendimento consolida um limite relevante para grupos com operações internacionais, definindo o escopo legal de utilização desses créditos no âmbito administrativo.

 

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ALTERAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

A Câmara aprovou proposta que altera o IRPF para pessoas físicas, ampliando a isenção nas faixas iniciais e criando um piso de tributação para rendas elevadas, além de prever tributação de dividendos distribuídos a pessoas físicas. O texto segue para os próximos passos no processo legislativo, que incluem a tramitação no Senado Federal e a sanção presidencial (PL 1.087/2025).

Para quem lidera empresas, vale revisar a combinação pró-labore x dividendos, o cronograma de distribuição ao longo do ano e os impactos de retenção na fonte sobre o fluxo de caixa dos sócios.

Remuneração variável de executivos (bônus, PLR e outros incentivos) também merece reavaliação, com simulações de cenários para 2025/2026 e análise de como cada componente afeta a carga tributária na pessoa física. Em grupos com várias SPEs ou holdings, a coordenação das distribuições entre empresas e sócios ajuda a evitar distorções e surpresas no ajuste anual.

Em síntese, acompanhar a tramitação, testar cenários de distribuição e ajustar a arquitetura de remuneração e resultados traz previsibilidade e melhora a tomada de decisão.

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